Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Emprego


Hoje cumpri o 4º dia de trabalho como consultor comercial da mais famosa cadeia de health Clubs do nosso país, nunca tinha trabalhado como comercial puro; a vender serviços em lugar de produtos e a fazer "prospecção" de mercado (traduzindo; telefonar a potenciais clientes para os convidar a conhecer o clube e as suas condições).

Confesso que ao início estava muito reticente (bem a verdade é que ainda estou em formação pelo que não posso falar muito sobre a experiência), mas pensando bem não é mau de todo, antes pelo contrario; estou a "vender" (potencialmente claro) saúde, pelo que de alguma forma estou a contribuir para o bem estar das pessoas.

"It's not a dream job", mas em comparação com estar desempregado sabe muito melhor.

A ver vamos, agora é vender, vender e vender para cobrar comissões, alguém está a pensar a melhorar a sua condição física?

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Sr. Consultor (nome pomposo)


É com alegria que posso afirmar que embora ainda não tenha encontrado trabalho, já arranjei uma pequena actividade e ainda por cima remunerada....

Trata-se de um trabalho de formação (coisa que eu gosto muito de fazer e faço com facilidade), para uma das grandes marcas de material desportivo.

É simples; a dita marca precisa de alguém para a representar como formador na inauguração da próxima loja da sport zone em Espanha, e contactou-me para verificar a minha disponibilidade.

Eu acedi e agradeci, depois tive que propor o valor a cobrar, ao principio não sabia que remuneração pedir, entretanto depois de contactar com alguns conhecidos formadores informei-me do valor médio de mercado, chegamos à acordo e o responsável da marca, perguntou-me se eu continuaria a fazer esse trabalho mesmo depois de conseguir emprego, ao que eu respondi afirmativamente, vou tentar fazer nas minhas folgas (bem para isso tenho que estar a trabalhar), e aqui estou eu como consultor para a área da formação da dita marca.

Segunda feira lá vou eu até a Galiza fazer a minha primeira apresentação em castellano, não chega para todas as contas mas é dinheiro a entrar em caixa...

Sábado, 7 de Junho de 2008

RVCC; O 12º ano já cá canta


Um dos meus pontos fracos quer pessoalmente quer profissionalmente sempre havia sido a falta de finalização do ensino secundário, desisti de estudar no final do 11º ano, por diversas razões que não vou enumerar neste texto.

Com o programa novas oportunidades, tive a possibilidade de ver reconhecidas competências adquiridas ao longo da minha vida que compensam as não adquiridas através do chamado ensino formal.

Este programa que muitas pessoas maldizem (-vais tirar o 12º em apenas 6 meses?, isso é só para as estatísticas!) não é nada mais nem menos que um sistema amplamente utilizado em outros países da Europa como forma de certificar e qualificar os adultos.

Ontem lá fiz a minha apresentação final ao júri de certificação, foi uma noite angustiante; começamos às 19:30H e terminámos às 23.55H, tendo sido eu o penúltimo a apresentar (a ordem alfabética assim ditou).

Todo o processo valeu a pena, ao longo destes meses tive a possibilidade de evidenciar todas as competências que fui adquirindo ao longo da minha ainda relativamente curta vida.

No final da minha apresentação o presidente do júri disse uma coisa que muito me encheu de orgulho:

-Se neste processo de certificação se atribuissem notas de 0 a 20, não tenho problemas nenhuns em afirmar que ao senhor lhe atribuiria nota 20, parabéns! (mais orgulhoso fico ainda porque no anfiteatro onde estávamos 18 pessoas, esta afirmação só foi proferida a dois formandos)

Agora com um novo alento já posso afirmar aos 4 ventos que possuo o nível secundário finalizado.

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Rejeitado até para isto?


Recebi a notícia com alguma naturalidade:

-Paulo o restaurante têm empregados a mais e por isso não podes continuar a trabalhar aqui, hoje é o teu último dia.

Não pude deixar de me sentir de alguma forma rejeitado, mas a verdade seja dita; nunca tinha visto tão má gestão de recursos humanos, existiam e continuam a existir empregados a mais relativamente às necessidades do restaurante.

Entretanto tinha tantas entrevistas de trabalho marcadas que já estava a pensar que raios de desculpas mais tinha que inventar para conseguir comparecer nas entrevistas sem levantar suspeitas ao gerente do restaurante.

A vida continua, tentarei focar-me o mais que conseguir nas próximas entrevistas.


Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Agridoce


Há alguns dias, recebi um email e mais tarde um telefonema; era o director do centro tecnológico do calçado de Portugal (CTCP) a convidar-me para fazer uma palestra num seminário organizado pelo CTCP.

Preparei uma apresentação sobre o tema (tratava-se do laçamento de um Kit de formação destinado às equipas de venda de lojas de calçado), e chegado o dia lá me apresentei no centro.

O dito Kit que terá surgido da mente do director do CTCP Eng. Leandro Melo, também tem uma pequena colaboração de "moi"; no ano passado em conversa mencionei a necessidade de formar os lojistas de calçado em Portugal, tendo inclusive apresentado um projecto, mais ambicioso do que o que foi agora lançado, no Kit além de algumas frases que reconheço como tendo o "carimbo" de origem "Made by Paulo Silva", possui um texto de autor retirado do meu site com bibliografia e o CD interactivo possui um link para o meu site.

Fiz a minha apresentação, e no final recebi os parabéns de várias pessoas, incluindo o director do centro a responsável pelo departamento de formação e o director do
RECET – Associação dos Centros Tecnológicos de Portugal.

Ora acontece que enquanto recebia os elogios e ia tentando estabelecer alguns contactos com vista a desenvolver algum networkinkg fui tendo uma sensação de orgulho versus frustração, pensando para mim; "obrigado pelos elogios, mas infelizmente continuo desempregado".

Em honra da verdade deve ser dito que do CTCP, quando souberam tentaram sugerir alguns contactos, mas isso não apaga o sabor agridoce da situação.

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Barata Tonta


Com alguns dias de trabalho (cerca de 15 para ser mais exacto), como empregado de mesa, lentamente vou ganhando mais experiência e acabaram por me colocar a tomar conta de um "sector" no restaurante.
Ora um sector que não é nada mais do que um conjunto de mesas (varia mas costumam ser entre 6 e 10), aparentemente é um espaço físico reduzido e fácil para começar.

O problema é que azar dos azares logo no primeiro dia que comecei sozinho, os cliente apareceram praticamente todos ao mesmo tempo, o que dificulta ainda mais o trabalho do empregado.

-Se faz favor, queremos pedir

-Sim, só um momento

-Quantas pessoas são?

-Olá já escolheram?

-O que é que recomendo? Sou novo aqui mas o salmão costuma ser muito bom.

- Salmão, e para beber? (é melhora apontar num bloco senão esqueço-me).

-Agua, Ice Tea, Pessego, natural, e vinho verde tinto , que vinhos têm?

-Aqui está a lista (enquanto penso; não percebo mesmo nada de vinhos).

(Vou para a máquina fazer os pedidos e perco tempo a procurar uma série de códigos que os mais experientes sabem de memória)

Bem na verdade, só agora me apercebi, que o dialogo é mais complexo do que eu consigo aqui reproduzir, no final do turno os meus colegas (que tiveram a gentileza de me ajudar), diziam:

-O Paulo Parecias uma barata tonta.

E foi mais ou menos assim que correu o meu primeiro dia a tomar conta de um turno sozinho.

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Trabalho entre Empregos (assim espero eu)

No dia 01 comecei a trabalhar..., não ainda não encontrei o emprego que creio ser adequado ás minhas capacidades e competências, mas pelo menos estou a trabalhar, a ganhar para ir ajudando a pagar as despesas do dia-à-dia familiar.

Estou a trabalhar num restaurante, uma casa com algum nome na praça aqui na região do grande Porto, (re)descobri, o mundo da restauração, e os primeiros dias foram um pequeno choque:

Mais de 10 horas de trabalho por dia (das 10:30H até às 00:30H, com um intervalo entre as 15:30 e as 19:00H), com apenas uma folga semanal não são propriamente as melhores condições de trabalho.

É engraçado que para os clientes o empregado de mesa torna-se quase numa pessoa invisível, apenas reparam neste quando a comida está a demorar ou quando alguma coisa corre mal.

A maioria dos clientes parte do princípio que quem está a trabalhar a servir à mesa, provavelmente é pouco inteligente e iletrado.

A verdade é que alguns dos colegas de trabalho são licenciados, estão na hotelaria por falta de opções no mercado de trabalho.

Também é verdade que existe na hotelaria pessoas do mais baixo que pode existir no que toca a cultura e educação.

Se existe alguma coisa positiva a tirar desta experiência além da própria experiência eu ainda não encontrei, mas pelo menos estou a trabalhar.

O mais engraçado é que me continuam a chamar de chefe (mas agora são os clientes).

Oxalá esta situação não se torne provisória permanentemente, pelo menos estou a trabalhar para que tal não aconteça.

Ps:

Se acharem que o empregado merece, deixem uma gorjeta, para ajudar a completar o seu parco ordenado.